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R I O  D E  J A N E I R O 

​

Ah, o riso fácil.

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A ginga na fala e na vida.

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O atrito e a cerveja se encontrando na mesma esquina.

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Teu leque de lók não é pequeno. 

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Abriga de tudo, do bruto ao sereno.

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Do mar azul ao fuzil apontado.

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Corre menos que a tal da Garoa, mas voa em direção ao que grita.

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Vai entender.

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Rio, teu quadril é solto.

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Desparafusado pelo samba ou pelo Estado.

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Teu sol é tenso e o que posso falar?

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Intensos é como chamo os que vieram do teu ventre.

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Desde que me conheço por gente como a gente, vejo lama e água disputando espaço no mesmo abraço.

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Quanta figurinha carimbada.

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E, digo mais, tão bem vestido esse lugar de meu Deus.

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É como dizem por aí: ‘Rio, que cenário maravilhoso para uma cidade.’

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Meu ombro preto, vermelho ou branco agradece teu verão, seu de Janeiro.

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Faço prece que cumpra tuas promessas de maravilhas. 

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Faço mandinga ainda que me expulsem do morro.

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Corro para que o feijão não queime e a esperança não seque.

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De calçadas diminutas e no aumentativo.

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Do sacolé ao colé que é, cumpadi.

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A verdade é que vivo sua ressaca, Rio; mais de Fevereiro, mas ainda de Janeiro.

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Veraneio sem volta no seu caos abençoado.

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Emoldurado tipo exportação.

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Fábio Chap

C o p y r i g h t   ©   J o n a s   T u c c i   -   2 0 2 6 

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